Operar Vendido: o que é e como funciona?

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Antes de entrar na Bolsa de Valores, é importante aprender alguns conceitos básicos. Um exemplo é “operar vendido” – voltado para operações ligadas à compra e venda de papéis. Já ouviu falar sobre esse termo? A seguir explicaremos o que ele significa e como pode ser útil em seus investimentos.

O que é Operar Vendido?

Como a maioria sabe, na Bolsa é possível lucrar com a valorização de preço das ações. Mas o que quase ninguém sabe é que é possível lucrar na queda de preço.  É nesse cenário que entra a ideia de operar vendido.

Recebe esse nome operações em que o investidor vende um ativo a um determinado preço, recomprando-o por um valor menor posteriormente. Essa prática também pode ser conhecida como venda à descoberto ou short.

Como funciona essa estratégia?

O objetivo de Operar Vendido é vender o ativo esperando por sua desvalorização. Para isso, é necessário dispor de uma margem de garantia para garantir a operação e para encerrar a operação basta comprar o mesmo ativo com a cotação atual. Assim, a diferença entre o valor de venda e o de compra poderá ser seu lucro ou prejuízo.

Exemplo de Operar Vendido

Para quem quer entender mais sobre Opera Vendido, uma boa sugestão e diria que até obrigatória, é assistir ao filme “A Grande Aposta”. Dirigido por Adam McKay e estrelado por nomes como Brad Pitt e Christian Bale, a história conta um caso famoso que aconteceu na crise do subprime de 2008.

Um grupo de gestores percebeu que o mercado imobiliário estava perto de um colapso e resolveram montar uma posição para lucrar mesmo em meio ao caos. 

Vale ressaltar que além do caso retratado, outros grandes investidores também ganharam muito dinheiro ao prever uma crise e apostar contra um produto ou mercado financeiro.

Há riscos em Operar Vendido?

O principal risco é você operar com um ativo que mais tarde venha a se valorizar. Por exemplo: vamos supor que você tenha um lote com 100 ações de uma empresa e o venda cada uma por R$40. Se no final do dia o valor tiver subido para R$45, você perderá a quantia correspondente ao aumento. Ou seja, R$ 5,00 por ação. Prejuízo de R$ 500,00.

Ademais, operações vendidas podem apresentar ganho limitado e perda ilimitada. O preço mínimo que uma ação pode cair é 0 reais (limitação de ganho). No entanto, uma ação pode se valorizar “infinitamente” (perda ilimitada).

Como calcular a margem de garantia?

Para carregar uma posição short (dormir posicionado), é exigido que o investidor tenha ativos que garantam sua operação, como títulos públicos, ações, CDB’s de alguns bancos. Pois, caso a operação gere prejuízos, o investidor precisará honrá-la.

Isso significa que ele irá operar alavancado, ou seja, há risco envolvido. Enquanto perdurar a operação haverá chamada de margem, e os ativos que estão em garantia não poderão ser resgatados.

No entanto, o cálculo para mensurar a margem de garantia dependerá dos ativos escolhidos e a corretora utilizada. Mas não se preocupe, o home broker mostrará a você o quanto de garantia é preciso dispor.

Quais são os pré-requisitos para Operar Vendido?

1° Ter conta em uma corretora.

2° Transferir dinheiro de alguma conta corrente sua via TED de mesma titularidade e/ou transferir produtos financeiros (STVM) se estiver trocando de corretora.

3° Utilizar o home broker para realizar as operações.

Operar Vendido x Operar Comprado

Investidores que utilizam a estratégia comprada (long), como análise fundamentalista, value investing e outras, acreditam por meio de estudos e análises que determinado ativo irá se valorizar. Portanto, esperam por sua valorização desde o preço de entrada.

Enquanto as operações vendidas geram lucro com a desvalorização dos ativos espera-se que o ativo desvalorize.

Para escolher entre uma das duas, é preciso levar alguns aspectos em consideração, como seus objetivos e os riscos de cada operação, por exemplo.

Quer mais dicas sobre investimentos? Continue acompanhando nosso blog. Aproveite e leia também: Trade Off